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O que é CADRI e qual a sua utilidade?

A gestão de resíduos industriais é uma questão crítica para empresas comprometidas com a sustentabilidade e a conformidade legal. 

Nesse contexto, o Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental (CADRI) é um documento essencial no estado de São Paulo. 

Este artigo explora o que é o CADRI, sua utilidade, importância e como obter este certificado.

O que é CADRI?

O CADRI é um certificado emitido pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), que autoriza a movimentação e destinação de resíduos industriais para locais apropriados para seu tratamento, armazenamento, reciclagem ou disposição final. 

Este documento é fundamental para garantir que os resíduos sejam manejados de forma segura e ambientalmente adequada, conforme as normas vigentes.

Objetivos do CADRI

  • Segurança Ambiental: Garantir que os resíduos sejam destinados a locais que possuam capacidade técnica para seu tratamento ou disposição final.
  • Conformidade Legal: Assegurar que as empresas cumpram as leis ambientais estaduais e federais.
  • Monitoramento: Permitir o rastreamento dos resíduos desde sua geração até sua destinação final, prevenindo práticas ilegais como o descarte inadequado.

Tipos de resíduos que requerem CADRI

O CADRI é exigido para diversos tipos de resíduos, especialmente aqueles classificados como perigosos. Alguns exemplos incluem:

  • Resíduos Químicos: Solventes, ácidos, bases e outras substâncias químicas.
  • Resíduos Biológicos: Material proveniente de laboratórios, hospitais e clínicas.
  • Resíduos Industriais: Subprodutos de processos industriais que não podem ser descartados em aterros sanitários comuns.

Como obter o CADRI

A obtenção do CADRI envolve vários passos que garantem a correta destinação dos resíduos. O processo pode variar dependendo da natureza dos resíduos e da empresa geradora, mas geralmente inclui as seguintes etapas:

1. Identificação dos resíduos

O primeiro passo é a identificação e classificação dos resíduos gerados pela empresa. Isso envolve a caracterização física, química e biológica dos resíduos para determinar a melhor forma de tratamento ou disposição.

2. Solicitação do CADRI

Após a identificação dos resíduos, a empresa deve preencher a solicitação do CADRI junto à CETESB. Essa solicitação inclui informações detalhadas sobre os resíduos, suas quantidades e o local de destino proposto.

3. Análise pela CETESB

A CETESB analisa a solicitação e verifica se o destino proposto possui as licenças e capacidades necessárias para o tratamento ou disposição dos resíduos. Isso garante que o local está em conformidade com as normas ambientais.

4. Emissão do CADRI

Se a análise for aprovada, a CETESB emite o CADRI, autorizando a movimentação dos resíduos para o local aprovado. 

5. Fiscalização e Monitoramento

Mesmo após a emissão do CADRI, a empresa deve manter registros detalhados sobre a movimentação dos resíduos e estar preparada para inspeções e auditorias por parte das autoridades ambientais.

Utilidade do CADRI

A utilidade do CADRI vai além da simples conformidade legal. Ele desempenha um papel crucial na gestão ambiental das empresas e traz diversos benefícios:

Garantia de conformidade

O CADRI assegura que a empresa está cumprindo todas as normas e regulamentos ambientais, evitando multas e sanções. 

Isso é especialmente importante em setores altamente regulados, onde a não conformidade pode resultar em graves consequências legais e financeiras.

Melhoria da imagem corporativa

Empresas que demonstram um compromisso sério com a gestão adequada de resíduos e a proteção ambiental tendem a ser vistas de forma mais positiva por consumidores, investidores e parceiros comerciais. O CADRI é uma prova desse compromisso.

Redução de riscos

A destinação inadequada de resíduos pode resultar em contaminação ambiental, problemas de saúde pública e passivos legais. O CADRI ajuda a mitigar esses riscos ao garantir que os resíduos sejam tratados de forma segura e apropriada.

Eficiência operacional

Com a implementação de um sistema de gestão de resíduos que inclui o CADRI, as empresas podem otimizar seus processos de manejo de resíduos, reduzindo custos operacionais e melhorando a eficiência geral.

Desafios na obtenção do CADRI

Embora o CADRI seja essencial, a obtenção desse certificado pode apresentar alguns desafios:

Complexidade burocrática

O processo de solicitação e emissão do CADRI pode ser burocrático e exigir a submissão de diversos documentos e informações detalhadas sobre os resíduos e seu manejo.

Custos

Os custos associados à obtenção do CADRI incluem taxas de solicitação, análises laboratoriais para caracterização dos resíduos e possíveis adaptações no processo de gestão de resíduos da empresa.

Atualização constante

A legislação ambiental está em constante evolução. As empresas precisam se manter atualizadas sobre mudanças nas regulamentações e garantir que seus processos estejam sempre em conformidade.

Consultoria especializada

Contratar uma consultoria ambiental especializada pode facilitar o processo de obtenção do CADRI, garantindo que todas as etapas sejam cumpridas corretamente e dentro dos prazos estabelecidos.

Treinamento e capacitação

Investir em treinamento e capacitação dos funcionários responsáveis pela gestão de resíduos pode melhorar significativamente a eficiência do processo e reduzir erros.

Sistemas de gestão integrados

Implementar sistemas de gestão ambiental integrados que incluam o controle de movimentação de resíduos pode ajudar a manter a conformidade e melhorar a eficiência operacional.

Legislação e regulamentação

A legislação ambiental brasileira é bastante rigorosa e exige que as empresas adotem práticas responsáveis de gestão de resíduos. Além da CETESB, outros órgãos reguladores e legislações específicas podem impactar a necessidade e a emissão do CADRI.

Normas federais

  • Lei 12.305/2010: Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelece diretrizes para a gestão integrada e o gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos.
  • Resoluções do CONAMA: O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) emite resoluções que regulamentam o gerenciamento de resíduos perigosos e outros aspectos relacionados.

Normas estaduais

Cada estado pode ter suas próprias regulamentações ambientais que complementam as normas federais. Em São Paulo, por exemplo, a CETESB é agência reguladora responsável pela emissão do CADRI.

Benefícios de contar com a Intertox

A Intertox é uma empresa renomada em soluções de segurança química e gestão ambiental, oferecendo serviços especializados para a obtenção do CADRI. Contar com a Intertox traz diversos benefícios:

  • Consultoria Personalizada: A Intertox oferece consultoria personalizada, adaptando as soluções às necessidades específicas de cada empresa.
  • Conformidade Garantida: A Intertox mantém-se atualizada com as últimas mudanças na legislação ambiental, assegurando que sua empresa esteja sempre em conformidade.

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CTF Ibama – Cadastro Técnico Federal: Entenda o que é

A gestão ambiental tem ganhado cada vez mais importância no cenário empresarial, e um dos instrumentos fundamentais para essa gestão no Brasil é o Cadastro Técnico Federal (CTF) do IBAMA

Este artigo tem como objetivo explicar o que é o CTF, sua importância, como se cadastrar, e os benefícios de contar com serviços especializados para garantir a conformidade ambiental.

O que é o CTF IBAMA?

O Cadastro Técnico Federal (CTF) é um registro obrigatório para todas as pessoas físicas e jurídicas que realizam atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos naturais, conforme definido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Criado pela Lei nº 6.938/1981, que institui a Política Nacional de Meio Ambiente, o CTF tem como principal objetivo monitorar e controlar o impacto ambiental dessas atividades.

Objetivos do CTF

Os principais objetivos do CTF incluem:

  • Monitoramento Ambiental: Coletar informações sobre as atividades que impactam o meio ambiente, facilitando a fiscalização e controle.
  • Gestão de Recursos Naturais: Controlar a utilização dos recursos naturais para garantir o uso sustentável.
  • Planejamento Ambiental: Auxiliar na elaboração de políticas públicas e estratégias de gestão ambiental.

Quem deve se cadastrar?

O CTF é obrigatório para uma vasta gama de atividades, que podem ser classificadas em dois grupos principais:

  • Atividades Potencialmente Poluidoras: Incluem indústrias, serviços de saúde, atividades agrícolas, entre outras.
  • Atividades Utilizadoras de Recursos Naturais: Incluem exploração de minerais, extração de madeira, uso de água, entre outras.

Para saber se sua atividade está enquadrada nas obrigatoriedades do CTF, é importante consultar a lista de atividades sujeitas ao cadastro disponível no site do IBAMA.

Como Funciona o Cadastro no CTF?

Passo a Passo para se Cadastrar

O processo de cadastro no CTF envolve algumas etapas que devem ser seguidas com atenção:

  1. Cadastro: O primeiro passo é se cadastrar no diretamente no site do IBAMA. É necessário preencher um formulário com informações básicas sobre a empresa e pessoa física.
  2. Declaração de Atividades: Após o cadastro, é necessário declarar as atividades desenvolvidas que se enquadram nas categorias do CTF. Essa declaração deve ser precisa e completa para evitar problemas futuros.
  3. Pagamento da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA): A TCFA é uma taxa obrigatória que deve ser paga trimestralmente pelas empresas cadastradas no CTF e que exercem atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais. O valor varia de acordo com o porte da empresa e a atividade desenvolvida.
  4. Emissão do Certificado de Regularidade: Após a realização do cadastro, o IBAMA emite o Certificado de Regularidade, que comprova que a empresa está em conformidade com as exigências ambientais, este certificado tem validade de 03 meses.

Documentos Necessários

Os documentos necessários para o cadastro podem variar de acordo com a atividade e o porte da empresa, mas geralmente incluem:

  • Dados da Empresa: CNPJ, razão social, endereço, entre outros.
  • Informações sobre as Atividades: Detalhes sobre as atividades desenvolvidas, incluindo localização e volume de produção.
  • Porte da empresa: Informações de faturamento bruto anual desde a data da abertura do CNPJ.

Importância do CTF para Empresas

A regularidade no CTF é fundamental para garantir que a empresa esteja em conformidade com as normas ambientais brasileiras. As consequências de não se cadastrar ou de estar irregular no CTF podem ser severas, incluindo multas e suspensão do Certificado de Regularidade.

Benefícios da Regularidade no CTF

  • Evitar Penalidades: Estar regular no CTF evita multas e sanções aplicadas pelo IBAMA.
  • Reputação: Empresas em conformidade com as normas ambientais têm uma imagem positiva no mercado, o que pode atrair mais clientes e investidores.
  • Sustentabilidade: A regularidade no CTF demonstra o compromisso da empresa com a sustentabilidade, preservação ambiental e cumprimento da legislação vigente

Consequências da Irregularidade

Empresas que não se cadastrarem ou estiverem irregulares no CTF podem enfrentar diversas consequências, como:

  • Multas: Os valores podem ser elevados, dependendo da gravidade da infração.
  • Imagem Negativa: A reputação da empresa pode ser afetada, resultando em perda de clientes e oportunidades de negócio.

Obrigações Periódicas do CTF

Após o cadastro inicial no CTF, as empresas devem cumprir algumas obrigações periódicas para manter a regularidade:

Relatórios Anual de Atividades Potencialmente Poluidoras

As empresas cadastradas no CTF devem enviar relatórios anuais até o dia 31 de março ao IBAMA, informando sobre suas atividades e os impactos ambientais gerados. Esses relatórios são fundamentais para o monitoramento contínuo das atividades e a adoção de medidas preventivas e corretivas.

Pagamento da TCFA

O pagamento da TCFA deve ser feito trimestralmente, de acordo com os prazos estabelecidos pelo IBAMA. O não pagamento da taxa pode resultar em multas e outras sanções.

Como a Intertox Pode Ajudar

A conformidade com as exigências do CTF pode ser complexa e demandar um conhecimento especializado. Contar com os serviços da Intertox pode facilitar esse processo e garantir que sua empresa esteja sempre em conformidade com as normas ambientais.

Por Que Contar com a Intertox?

  • Equipe direcionada: A Intertox possui uma equipe de especialistas em legislação ambiental e gestão de conformidade, garantindo que sua empresa esteja sempre atualizada e em conformidade com as exigências do CTF.
  • Agilidade: Com a Intertox, o processo de cadastro e manutenção do CTF é realizado de forma ágil e eficiente, minimizando os riscos de penalidades.
  • Suporte Completo: A Intertox oferece suporte completo, desde o cadastro inicial até o envio de relatórios anuais e atualização de dados, proporcionando tranquilidade para que você possa focar em outras áreas do seu negócio.

Para saber mais sobre como a Intertox pode ajudar sua empresa a se manter em conformidade com as exigências do CTF, acesse nosso site e entre em contato conosco. Garantir a regularidade ambiental nunca foi tão fácil!

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O que é licença ambiental e quais suas modalidades?

A Licença Ambiental é um documento emitido por órgãos governamentais que tem como objetivo assegurar que as atividades potencialmente poluidoras ou que utilizem recursos naturais sejam realizadas de forma a minimizar os impactos ambientais. 

Esse processo de licenciamento é fundamental para garantir a sustentabilidade e a conformidade legal das atividades econômicas.

O Que é Licença Ambiental

A Licença Ambiental é um instrumento de controle prévio estabelecido pela Política Nacional do Meio Ambiente. 

Sua finalidade é garantir que empreendimentos e atividades utilizem os recursos naturais de maneira sustentável, prevenindo danos ao meio ambiente. 

Este documento condiciona a viabilidade ambiental de empreendimentos, possibilitando a operação somente após a análise e aprovação por parte dos órgãos ambientais competentes.

Modalidades de Licença Ambiental

As licenças ambientais são divididas em várias modalidades, cada uma destinada a uma etapa específica do empreendimento. 

Abaixo, vamos explorar cada uma dessas modalidades, suas especificidades, situações de expedição e atividades para as quais são aplicáveis.

Licença Prévia (LP)

A Licença Prévia (LP) é concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade. 

Ela atesta a viabilidade ambiental do projeto e estabelece os requisitos básicos e condicionantes que deverão ser atendidos nas próximas fases. 

Essa licença é essencial para a aprovação de projetos que possam causar impacto ambiental significativo.

Situações de expedição:

  • Planejamento de novos empreendimentos.
  • Ampliação de atividades existentes.

Atividades:

  • Construção de rodovias, ferrovias, portos, entre outros.

Licença de Instalação (LI)

A Licença de Instalação (LI) autoriza a instalação do empreendimento ou atividade conforme as especificações constantes nos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes estabelecidas na Licença Prévia.

Situações de expedição:

  • Após a obtenção da Licença Prévia.
  • Início das obras e instalação de equipamentos.

Atividades:

  • Construção de fábricas, usinas de energia, etc.

Licença de Operação (LO)

A Licença de Operação (LO) autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do cumprimento das exigências feitas nas licenças anteriores (LP e LI). 

Esta licença condiciona a continuidade da operação ao cumprimento de determinadas medidas de controle ambiental.

Situações de expedição:

  • Conclusão das obras e instalações.
  • Implementação das medidas de controle ambiental.

Atividades:

  • Operação de fábricas, indústrias, usinas, etc.

Órgão responsável pela emissão das licenças

No Brasil, o órgão responsável pela emissão das licenças ambientais varia de acordo com a abrangência do impacto ambiental do empreendimento. 

Os principais órgãos são:

Atividades que devem solicitar a Licença Ambiental

Diversas atividades econômicas estão sujeitas ao licenciamento ambiental, especialmente aquelas que podem causar impactos significativos ao meio ambiente. 

Algumas das principais atividades incluem:

  • Construção civil (rodovias, ferrovias, hidrelétricas).
  • Indústria de base (mineração, siderurgia, petroquímica).
  • Indústria em geral (química, farmacêutica, metalurgica).
  • Serviços (estações de tratamento de esgoto, aterros sanitários, etc).

Como solicitar a Licença Ambiental

O processo para solicitar a licença ambiental envolve várias etapas, desde a preparação de documentos até a avaliação por parte do órgão ambiental competente. 

Os principais passos incluem:

  1. Elaboração de Estudos Ambientais: Dependendo do porte do empreendimento, pode ser necessário realizar um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA).
  2. Protocolo de Solicitação: Submissão dos estudos e documentos ao órgão ambiental.
  3. Análise Técnica: O órgão ambiental avalia a conformidade dos estudos e solicita complementações se necessário.
  4. Audiências Públicas: Dependendo do porte do empreendimento, audiências públicas são realizadas para envolver a comunidade.
  5. Emissão da Licença: Se aprovados, as licenças são emitidas conforme as modalidades necessárias.

Empresas especializadas em Licenças Ambientais e consultorias

Contar com empresas especializadas em licenças ambientais e consultorias pode facilitar significativamente o processo de obtenção das licenças. Essas empresas oferecem:

  • Assessoria completa: Desde a preparação de documentos até a interface com os órgãos ambientais.
  • Experiência técnica: Conhecimento detalhado das exigências legais e técnicas.
  • Otimização de processos: Agilidade na tramitação e redução de riscos de indeferimento.

Empresas especializadas podem proporcionar uma vantagem competitiva, assegurando que todas as etapas do licenciamento sejam cumpridas de forma eficiente e dentro dos prazos estabelecidos.

Conclusão

A licença ambiental é um instrumento vital para a sustentabilidade e legalidade das atividades econômicas. 

Compreender suas modalidades e o processo de obtenção é crucial para o desenvolvimento responsável de empreendimentos. 

Contar com consultorias especializadas pode otimizar este processo, garantindo conformidade e mitigando riscos ambientais.

CONSEMA de São Paulo publica Norma Reguladora aprimorando o Licenciamento Ambiental Municipal

O Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA) publicou, no dia 21 de fevereiro, a Deliberação Normativa nº 1/2024, que fixa as tipologias do licenciamento ambiental municipal com base nas competências comuns dos entes federativos para proteção do meio ambiente estabelecidas na Lei Complementar nº 140, de 8 de dezembro de 2011.

A DN nº 1/2024 é a terceira deliberação do tipo publicada pelo CONSEMA. A atual DN avança na regulação e aprimora o controle ambiental e exigências do licenciamento promovido pelos órgãos licenciadores. A revisão demandou 14 reuniões dentro das comissões do CONSEMA, além de 2 reuniões do conselho. Foram incluídas 39 novas tipologias de atividades em comparação a DN nº 1/2018

Para que os municípios sejam autorizados a realizar o licenciamento de empreendimentos de impacto local, é exigido o cumprimento dos critérios estabelecidos no art. 4º da DN CONSEMA nº1/2024, sendo eles: 

I – Órgão ambiental (municipal ou em consórcio) capacitado a executar as ações administrativas do licenciamento ambiental, possuindo técnicos em número compatível com a demanda; 

II – Equipe multidisciplinar formada por profissionais qualificados, legalmente habilitados pelos órgãos de classe e com especialização compatível; 

III – Conselho Municipal de Meio Ambiente com funcionamento regular e composto paritariamente por órgãos do setor público e por entidades da sociedade civil; 

IV – Sistema de fiscalização ambiental que garanta o cumprimento das exigências e condicionantes das licenças expedidas;   

V – Normas próprias com os procedimentos administrativos a serem seguidos para protocolo, instrução, tramitação dos processos e emissão das licenças. 

Além de estabelecer a estrutura municipal ou em consórcio de órgãos ambientais, estes devem seguir as demais exigências processuais e de governança da DN, em respeito às legislações municipais, estaduais e federais de uso e ocupação, planejamento territorial, meio ambiente e risco ambiental. 

Os municípios habilitados para o licenciamento de empreendimentos com impacto local são listados através de publicação do CONSEMA no Diário Oficial do Estado e também no site da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL). Atualmente 89 dos 645 municípios estão habilitados a fazer o licenciamento ambiental, o que representa 13,80% do total do Estado.

Os municípios ficam autorizados a licenciar as tipologias de baixo, médio e alto impacto conforme o tamanho do corpo técnico que possuem em relação à sua população, como consta nos Anexos II e III e da DN CONSEMA nº 1/2024, observando as situações que deslocam a competência para conduzir o licenciamento ambiental para a CETESB. 

Caso sua empresa esteja listada no Anexo I da Deliberação Normativa nº 1/2024, conte com a Intertox para auxiliar no processo de licenciamento junto aos órgãos ambientais licenciadores municipais!

Unidade de recuperação energética para atender 7 municípios da Baixada Santista recebe Licença de Instalação

Com capacidade instalada para processar 2 mil toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) diariamente em 4 módulos, a Unidade de Recuperação Energética (URE), da empresa Valoriza Energia, teve a licença de instalação aprovada no último dia 2 de janeiro pela CETESB. Localizada na área continental do município de Santos, a URE terá capacidade instalada de geração de 50 megawatts/hora através do processamento RSU da coleta regular de sete municípios da Baixada Santista. A energia gerada será exportada a partir de subestação para a rede do Operador Nacional do Sistema (ONS), podendo atender comunidade de até 250.000 habitantes.

A URE será instalada anexa ao aterro sanitário operado pela empresa CGR Terrestre e atenderá os municípios de Santos, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Guarujá, Bertioga e Cubatão que, atualmente, já enviam os seus RSU para o referido aterro.

A instalação da URE possui valor estratégico para a região tendo em vista que o único aterro que a atende está próximo de seu limite máximo de operação, sendo o reaproveitamento energético dos resíduos uma possibilidade viável e ambientalmente adequada para atender à demanda de geração de resíduos sólidos. Desta forma, para posterior obtenção da Licença de Operação, a CETESB elencou 25 exigências técnicas que devem ser atendidas durante a instalação e operação da URE.

Dentre as exigências, há previsão de programas de monitoramento e educação ambiental, planos diversos como Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, Planos de Contingência e Emergência e Plano de Emergência Contra Incêndios Florestais, Plano de Monitoramento de Emissões Atmosféricas, Plano de Teste de Queima, entre outros.

A unidade possuirá método inédito de tecnologia de tratamento de RSU, o biotunel. Com a injeção de oxigênio nos biotuneis, os microrganismos presentes nos RSU degradam o material orgânico, resultando num produto final com redução de umidade e totalmente estabilizado. Em seguida, o material tem suas dimensões reduzidas, resultando em combustível derivado de resíduos (CDR) que segue para as caldeiras térmicas para gerar energia elétrica. Durante o processo de transformação do RSU em CDR, os materiais ferrosos, não ferrosos e vidros serão segregados automaticamente e serão destinados para reciclagem. Além disso, haverá tratamento dos gases poluentes gerados e biofiltros para eliminar odores indesejáveis, com tecnologia alemã.

Fonte: Valoriza Santos.

O esgotamento de aterros sanitários é uma realidade de muitas regiões do país, o que ressalta o pioneirismo da URE na região. No projeto da Valoriza Energia somam-se a expertise da Terrestre Ambiental em gerenciamento de resíduos sólidos com a expertise em projetos de geração e cogeração de energia elétrica da Ribeirão Energia, que já possui projetos instalados de termoelétricas no Brasil e outros países da América Latina, totalizando mais de 500 MW em suas unidades.